domingo, 4 de agosto de 2019

Projeto 'Plantando jardins filtrantes e água boa' é eleito uma das melhores soluções do 1º Seminário de Soluções Inovadoras

O projeto ‘Plantando jardins filtrantes e água boa’ da Sociedade Ecológica Amigos do Embu (SEAE) foi considerado uma das dez melhores soluções do Brasil de acordo com o Comitê de Curadoria do 1º Seminário de Soluções Inovadoras para implementação da Agenda 2030. O programa tem apoio da União Europeia. No dia 8 de agosto o presidente da SEAE, Rodolfo Almeida, fará uma apresentação desse trabalho. A iniciativa será mostrada publicamente em São Paulo, no dia 08 de agosto, das 13h30 às 18h30.Idealizado inicialmente para o bairro Caputera, que fica nos limites entre os municípios de Cotia, Embu das Artes e Itapecerica da Serra, na grande São Paulo, o projeto ‘Plantando Jardins Filtrantes e Água Boa’ instalou tratamento de esgoto por zona. O propósito foi também incentivar o apoio nas comunidades locais à despoluição dos rios da região e conscientizar moradores sobre a importância desse programa. As pessoas recebem informações sobre como a poluição é provocada, seus efeitos na saúde, e as alternativas para solucionar o problema. Além disso, tomam conhecimento sobre a situação dos rios e nascentes locais.
Outro ponto importante do projeto foi a produção da primeira cartilha brasileira gratuita de saneamento com a técnica de jardins filtrantes. Ela foi elaborada para maximizar a replicabilidade, pois com esse material didático qualquer pessoa alfabetizada pode construir o sistema em sua casa, mesmo sem ter participado do curso.
Como a cartilha é eletrônica, de distribuição gratuita, e 92% dos lares têm celular, o formato viabiliza a distribuição da informação a muito mais pessoas que precisam dela. Hoje menos da metade desses lares têm tratamento de esgoto. Outro diferencial, é que o material ensina a fazer por meio de uma linguagem simples e agradável, a da história em quadrinhos. A informação é transmitida por ilustrações, textos curtos e simples, maximizando o entendimento, mesmo para aquelas pessoas de baixa escolaridade.
Para unir e estimular a comunidade em torno da despoluição dos córregos e rios, o projeto utiliza ainda atividades como jogos e brincadeiras educativas. E ao final dos encontros, acontece um debate com a reflexão sobre a realidade da comunidade e a situação do controle dos poluentes. “A população local abraçou a iniciativa de imediato. Professores e diretores das escolas também se envolveram com o trabalho, bem como servidores da área de saúde. O tratamento de esgoto na Região Metropolitana de São Paulo continua longe do ideal e é exatamente dos municípios do seu Cinturão Verde, que abrangem muitos mananciais, é de onde vem quase toda água que os paulistanos consomem”, explica Rodolfo Almeida, presidente da SEAE.

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