terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Mais de 35 tartarugas foram achadas mortas no sul da Bahia este ano



Trinta e seis tartarugas foram encontradas mortas na região sul da Bahia, entre o início do mês de janeiro e esta terça-feira (19). Os animais foram localizados numa faixa litorânea correspondente a cerca de 217 km, que vai do município de Maraú a Canavieiras. De acordo com o médico veterinário Wellington Laudando, que faz parte do projeto A-Mar, a principal causa das mortes é asfixia por afogamento, relacionada à ação predatória do homem. Para minimizar os casos, a extensão da área é monitorada por biólogos do projeto, que fazem ações de prevenção e promoção da consciência ambiental.
As cidades da faixa litorânea que têm maior concentração das mortes das tartarugas são Itacaré e Ilhéus, que já registraram 25 dos óbitos no total. No começo deste mês, por exemplo, cinco tartarugas foram encontradas mortas no mesmo dia; quatro delas em Ilhéus. Outro fator que resulta na morte dos animais é a ingestão de lixo deixado por banhistas nas praias. De acordo com o veterinário, o plástico é o principal vilão das tartarugas, com destaque para os canudos.
Ele explica ainda que as tartarugas são mais afetadas com o descarte incorreto dos plásticos, porque elas não têm seletividade na hora de escolher o que se alimentar. O fato do corpo não digerir o material faz com que elas tenham dificuldade de subir à superfície para respirar, e acabam se afogando. Para prevenir as situações que envolvem o descarte incorreto de lixo e a prisão dos animais nas redes de espera, Wellington explica que os biólogos do projeto A-Mar fazem ações com a comunidade local. O médico veterinário chama atenção ainda para o turismo e curiosidade das pessoas. As tentativas de aproximação fazem com que os animais fiquem estressados e não consigam desovar na praia.

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