quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Espaço Canguru: um momento de aconchego entre as mamães e os bebês prematuros


Eles chegam de surpresa, sem hora marcada, muitas vezes com algumas complicações que podem comprometer a sua saúde: são os bebês prematuros. Eles precisam de atenção e acompanhamento especiais. No Hospital Manoel Novaes é comum nos depararmos com casos assim, alguns bebês nascem com seis meses, outros com sete 7 e chegam a pesar menos de 01 Kg. 
A maternidade, que é referência em pediatria e eleito Hospital Amigo da Criança pela Unicef, dispõe do Método Canguru, uma iniciativa que faz parte de uma política pública nacional de atenção humanizada ao recém-nascido prematuro (com menos de 37 semanas) e de baixo peso (menor que 2.300 gramas). 
O objetivo é que o bebê seja colocado corpo a corpo com sua mãe ou com seu pai para mantê- lo aquecido. A introdução do método foi uma estratégia diante da carência de incubadoras e atenção especializada a esses bebês na Colômbia e logo chegou a outros países, a exemplo do Brasil. 
É nesse contato de pele que a mãe pode ajudar no fortalecimento dos bebês e dispensa então o uso de incubadoras e ainda trazem benefícios para os pequenos: ajuda a controlar a temperatura do bebê; diminuir o risco de regurgitação; favorece o ganho de peso; reduz o tempo de internação, o risco de infecções e de mortalidade, aumenta o vínculo com os pais e oferece estímulo ao aleitamento materno. Pedro nasceu com seis meses e só pesava 950 gramas. 
É o segundo filho prematuro de Naiana Figueira, que é colaboradora da Santa Casa. Aos três meses de vida ele vem se recuperando bem e só aguarda ganhar mais peso para receber alta. Para ela, o quarto canguru veio agregar mais conforto e atenção para os bebês que precisam ter esse contato direto com a mãe. Marilene Santos é de Barro Preto e teve um deslocamento de placenta que fez com que Sophia nascesse prematura. 
Dois meses depois, prestes a receber alta, ela fala sobre a experiência que viveu com o método canguru.”É uma oportunidade de ficar mais perto da minha filha. 
A maior agonia é a gente ficar distante do bebê. Pelo menos posso ficar o dia todo para dar de mamar e trocar fralda”, diz. A mamãe de primeira viagem, Eliana Oliveira é de Ilhéus e estava no sétimo mês de gravidez das gêmeas, Mariana e Melissa. 
Ela foi para o hospital porque estava com sangramento e logo a encaminharam para o Manoel Novaes, onde ficou internada por um dia.
Quando estava prestes a receber alta, a bolsa estourou e as bebês nasceram. “No começo eu só vinha no horário de visita. Com a opção do método canguru, eu passo o dia todo com elas. As meninas já estão perto de pegar peso para poderem ir para casa e isso é muito bom”, conclui.

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