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domingo, 2 de dezembro de 2018

Reprodução simulada de homicídio de advogado elimina contradições de suspeitos do crime



A reprodução simulada dos fatos acerca do homicídio que vitimou o advogado Aldrin Helanio Coelho Fonteles, em 15 de fevereiro do ano passado, eliminou divergências e contradições dos depoimentos dos dois suspeitos da morte da vítima, relata o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Leonardo Barreto. Na noite dessa quinta-feira (29), equipes formadas por policiais civis do DHPP e peritos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) se debruçaram nos pormenores dos trabalhos investigativos e periciais no sítio da vítima, local onde ocorreu o crime, em Aquiraz, na Área Integrada de Segurança 13 (AIS 13). Os dois suspeitos apontados como autor e coautor do crime também participaram da simulação.
“A reprodução simulada dos fatos é baseada na forma do artigo 7 do Código de Processo Penal e foi essencial para demonstrar cabalmente a possibilidade do crime ter sido perpetrado tão somente pelos dois acusados, sem a participação imediata de uma terceira pessoa, bem como ajudou também a dirimir alguns pontos controversos das versões apresentadas pelos acusados sobre a dinâmica do crime. Destacamos ainda que o sucesso da diligência se deu notadamente em razão do engajamento, dedicação e competência de todos os órgãos e profissionais atuantes na fase tanto pré-processual quanto no curso da ação penal propriamente dita, todos os presentes ao ato e comprometidos com o escopo de efetivar a justiça criminal de forma plena e responsável”, destacou Leonardo Barreto.O trabalho técnico de simulação dos fatos teve o objetivo de esclarecer a dinâmica do dia do crime e elucidar outros aspectos observados pelas equipes investigativas no local onde se sucederam a discussão entre vítima e agressores, o cometimento da morte e a ocultação do cadáver, que foi enterrado e concretado em um poço em frente a propriedade. A técnica investigativa consiste em solucionar dúvidas que surgem durante o curso das investigações, bem como confirmar se o conteúdo narrado pelos infratores e testemunhas envolvidas, direta ou indiretamente, no fato criminoso é verossímil.
“Em relação especificamente às atribuições da Polícia Civil, acreditamos termos desempenhado juntamente com nossas equipes, como de praxe, um trabalho de excelência, com a identificação da autoria, comprovação da materialidade delitiva e motivação criminosa bem como a efetiva prisão dos autores do crime. Mais uma vez, utilizamos a inteligência policial em benefício do interesse público, visando sempre proteger e servir”, completa Leonardo Barreto.
Além de equipes do DHPP e da Pefoce, estiveram no local efetivos da Polícia Militar do Ceará (PMCE), do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), representantes do Ministério Público Estadual (MPE), da Defensoria Pública do Estado, agentes de trânsito da Prefeitura de Aquiraz, advogados de defesa, e alunos de pós-graduação na área de direito penal e processo penal.


O crime
Aldrin Helanio Coelho Fonteles, de 48 anos, foi assassinado, no dia 15 de fevereiro de 2017, e teve o seu corpo enterrado e concretado em um poço dentro de um sítio no loteamento Novo Iguape, em Aquiraz. Na época, a família do advogado registrou um Boletim de Ocorrência de desaparecimento da vítima, no dia 17, dois dias após o crime. Então, o Departamento de Inteligência Policial (DIP) da Polícia Civil assumiu o caso realizando diligências que pudessem levar à localização da vítima. Após confirmação do crime de morte, ainda no dia 17, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) passou a atuar no caso, em um trabalho integrado entre as equipes das duas especializadas.
Os levantamentos realizados pelas equipes de investigação apontaram para a autoria de Antônio Rodrigo de Sousa (36) e coautoria de Maria Ivone Nascimento Menezes (40). Ambos os infratores prestavam serviço para a vítima, como caseiros, e residiam no local do crime, de propriedade do advogado. Eles foram presos em flagrante no dia 17 de fevereiro e confessaram o assassinato, revelando detalhes da localização do corpo do patrão. Após 48 horas de buscas no sítio, foi possível encontrar e conduzir o resgate do corpo, que foi lançado e concretado em um poço em frente a propriedade. Conforme as investigações, o casal teria praticado o crime em decorrência de uma briga com o patrão. Rodrigo entrou em luta corporal com o advogado e utilizou uma corda para enforcar a vítima, o que foi confirmado pelo infrator em depoimento e posteriormente provado durante as diligências.

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