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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Vitaminas podem ser a chave no tratamento de asma e bronquite


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 235 milhões de pessoas são afetadas pela asma mundialmente. A asma é a doença crônica mais comum entre crianças atualmente. O Ministério da Saúde informa que 10% da população brasileira é asmática e o mal é responsável por cerca de 400 mil internações hospitalares a cada ano. Desta forma, o Brasil ocupa a oitava posição no ranking mundial da doença.
As vitaminas veem aparecendo cada vez mais nos tratamentos de asma e bronquite, com um papel não apenas coadjuvante, mas como um dos principais fatores para fortalecimento do sistema imunológico e influência bioquímica direta no fortalecimento do sistema respiratório.Tanto um recente estudo individual, quanto uma meta-análise de 40 estudos fizeram uma ligação entre deficiências de vitaminas e asma. Na análise da investigação anterior, publicada na revista Thorax, os investigadores analisaram os níveis dietéticos de vitaminas A, C, e E. Eles descobriram que a obtenção de níveis mais baixos de vitaminas A e C na dieta foram associados a um risco aumentado de se desenvolver asma.
Pesquisadores de Harvard estudaram 616 crianças da Costa Rica e descobriram que os níveis mais baixos de vitamina D estavam relacionados com as formas mais graves de asma. Esse estudo, publicado no The American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, descobriu que crianças com baixos níveis de vitamina D tinham maior probabilidade de terem sido hospitalizadas e precisavam de mais medicamentos para controlar a condição, do que as crianças com níveis mais elevados.

Vitamina D
Michael Holick, PhD e professor de medicina, fisiologia e biofísica da Escola de Medicina da Universidade de Boston e diretor do Laboratório de Pesquisa Óssea, Vitamina D e Pele informou que estudos apontaram que a vitamina D desempenha função importante no tratamento e prevenção de asma. “Artigos científicos já fornecem fortes evidências de que a vitamina D altera o sistema imunológico e previne asma no nível bioquímico”, diz ele.
Outros pesquisadores revisaram durante 60 anos uma vasta literatura relacionando a asma com níveis de vitamina D no corpo humano. Os resultados encontrados foram que a deficiência de vitamina D está ligada ao crescimento de reatividade nas vias aéreas, diminuição das funções pulmonares e piora do controle da asma. Este foi um estudo publicado no jornal Annals of Allergy, Asthma & Immunology de setembro de 2010.
Ainda conforme a pesquisa citada, foi observado que a incidência de asma durante o inverno é maior do que no verão, assim como a baixa de vitamina D também, dependendo do local de onde as pessoas vivem, com pouca ou quase nenhuma exposição durante o dia à luz solar.
Dentre os fatores de risco de se desenvolver deficiência de vitamina D, ser obeso, ser afrodescendente e viver em uma sociedade ocidental, são os mais relevantes. Da mesma forma, este tipo de população citada é conhecida como tendo maior risco de desenvolver asma.
Normalmente, as pessoas afetadas acabam fazendo uso de esteroides através de inalação quando os sintomas se agravam. Mas as pesquisas revelaram que se o nível de vitamina D é normalizado, a quantidade necessária de medicamentos para o controle da asma será consideravelmente menor.
A vitamina D é produzida no organismo humano quando entramos em contato com o sol, nos alimentamos de determinados alimentos fontes da vitamina como ovos, peixes e laticíneos e alimentos enriquecidos com a vitamina, além de estar presente em muitivitamínicos.

A suplementação de vitamina D pode melhorar o controle da asma bloqueando as proteínas causadoras da cascata inflamatória no pulmão, bem como aumentando a produção da proteína interleucina-10, que tem efeito anti-inflamatório.

Vitamina C
Indivíduos que tomam vitamina C tem 70% menos chance de contrair doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite, do que aqueles que não o fazem, de acordo com John D. Kirschmann, autor do livro “Nutrition Almanac”. Fumantes, no entanto, podem precisar de três vezes mais vitamina C do que os outros, diz o autor. Um estudo publicado na edição de novembro de 2008 do “Journal of Inflammation” também revelou que, ministradas moderadamente, grandes doses de vitamina C podem ajudar a prevenir danos nos pulmões por fumaça de cigarro.
Em maio de 2002, o jornal Lancet publicou um trabalho mostrando que a azitromicina, um antibiótico comumente usado contra bronquite, não é mais eficaz do que uma dose baixa de vitamina C no tratamento dessa condição. Logo, a vitamina C é considerada um bom remédio para bronquite.
Uso de antibióticos, em geral, parecem ineficazes contra bronquite aguda. A suposição médica é que talvez isso seja porque ela é uma doença viral e não bacteriana.
Para um usuário de megadoses de vitamina C, tratamento comum dentro da medicina ortomolecular, tal distinção é meramente acadêmica. O médico ortomolecular Robert F. Cathcart disse que as doenças podem ser classificadas pela quantidade de vitamina C que é preciso para curá-las. Bronquite, por exemplo, seria um resfriado para 60 gramas (por dia). Pneumonia seria um resfriado para 120 gramas diárias.
Além do baixo nível de vitamina C e/ou vitamina B1, a baixa de estanho é uma causa nutricional comum da causa de baixa adrenalina no organismo, o que pode conduzir à insuficiência cardíaca do lado esquerdo. Enquanto fadiga ou depressão podem ser experimentadas com insuficiência cardíaca de cada lado, dificuldades respiratórias ou asma são mais comuns com insuficiência cardíaca do lado esquerdo, e inchaço das mãos e dos pés é mais comum com insuficiência cardíaca do lado direito, independentemente da causa.
A terapia de sucos crus pode ajudar a tratar com sucesso a asma e a bronquite. Os melhores alimentos naturais ideais para sucos, de preferência orgânicos, são: damasco, limão, abacaxi, pêssego, cenoura, rabanete e aipo.

Vitamina A
O jornal Pediatric Allergy and Immunology publicou em setembro de 2008 que crianças com asma severa exibiam baixas quantidades de vitamina A sérica. O uso de suplementos de vitamina A tem demonstrado serem benéficos para infecções do trato respiratório. A vitamina A ministrada com as vitaminas C e E é uma boa combinação para a prevenção de asma.
A vitamina A mantém a pele e as membranas mucosas saudáveis, ajudando a prevenir infecões no nariz, garganta, pulmões, trato urinário, etc. A vitamina A na forma de beta-caroteno é encontrada na cenoura, tomates, pimentas vermelhas, vegetais de folhas verdes, manga, damasco, brócolis e batata doce.
Duas formas de vitamina A estão disponíveis na dieta humana: pré vitamina A (retinol e, a sua forma esterificada, éster de retinol) e os carotenóides provitamina A. Pré vitamina A é encontrada em alimentos de origem animal, incluindo produtos lácteos, peixe e carne (especialmente fígado). A provitamina A, que é de longe o mais importante carotenóide, é o beta-caroteno. Outros carotenóides provitamina A são o alfa-caroteno e a beta-criptoxantina. O corpo converte estes pigmentos vegetais em vitamina A. Outros carotenóides encontrados em alimentos tais como o licopeno, a luteína e a zeaxantina não são convertidos em vitamina A.

Vitamina E
Os níveis de vitamina E são mais baixos durante um episódio ativo da doença pulmonar obstrutiva crônica, que consiste em bronquite crônica e enfisema. O poder anti-oxidante da vitamina E é útil para tratar os sintomas da bronquite crônica. Os níveis de vitamina E são tipicamente mais baixos em fumantes do que em não fumantes. A suplementação de vitamina E é importante para o tratamento da bronquite. É importante estabelecer consistentes níveis de vitamina E através da ingestão de alimentos e suplementos vitamínicos que ajudam a impedir o desenvolvimento da bronquite.
A vitamina E é encontrada em alimentos mais gordurosos, como óleo de soja, palma, amendoim, milho, cártamo ou girassol, azeite, nozes, amêndoas, castanha-do-pará, sementes de girassol, gérmen de trigo e grãos integrais, mas que são alimentos muito calóricos e, quando consumidos em excesso, podem favorecer o ganho de peso. No entanto, esta vitamina em si não engorda, pois não está envolvida no metabolismo energético.
Para quem está tentando parar de fumar, uma boa dica é a ingestão diária de uma mão cheia de semente de girassol crua diariamente. Esta semente ajuda a aliviar o desejo pelo cigarro devido ao fato de ter nutrientes capazes de se ligarem aos mesmos receptores da nicotina.
A vitamina E é mais eficiente no organismo se ministrada juntamente com as vitaminas C e A. Não é de se surpreender que os alimentos fontes naturais de Vitamina E, muitas vezes já vem com quantidades calculadas de vitamina A e/ou C de modo a facilitar seu desempenho após a ingestão.

Vitamina B12
A deficiência de vitamina B 12 é uma causa conhecida de danos no sistema nervoso central e periférico. Ela tem sido implicada na neuropatia sensorial e disfunção do sistema nervoso autônomo que, por sua vez, pode ter um papel nas tosses crónicas.
Um estudo recente mostrou que indivíduos com deficiência de vitamina B 12 apresentaram maior prevalência de hiper-responsividade da laringe. Depois de serem dados suplementos de B 12, os sintomas de tosse na laringe, brônquios e limiares melhoraram significativamente.
De acordo com um estudo do American Journal of Clinical Nutrition, a deficiência da vitamina B 12 pode contribuir para a tosse crônica, favorecendo a neuropatia sensorial tal como indicado pela hiper-responsividade da laringe e aumento da expressão de NGF (nerve growth factor – fator de crescimento nervoso) em biópsias da faringe. A deficiência de vitamina B 12 deve ser considerada entre os fatores que sustentam tosse crônica, particularmente quando os gatilhos da tosse não podem ser identificados.
O grupo mais afetado pela deficiência desta vitamina são os idosos e vegetarianos estritos, que não consomem nenhum produto de origem animal. No entanto, muitas pessoas adultas onívoras tem sido afetadas pela falta desta vitamina, evidenciando portanto, uma maior necessidade de pesquisas nesta área.

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