loading...

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

AI do Google consegue diagnosticar câncer de próstata com 70% de assertividade



O Google revelou que fez progressos no diagnóstico do câncer de próstata com ajuda da inteligência artificial (AI, na sigla em inglês). No artigo "Desenvolvimento e validação de um algoritmo de aprendizagem profunda para melhorar a pontuação de Gleason no câncer de próstata” e em um post publicado no blog da companhia, pesquisadores descrevem um sistema que utiliza o chamado escore de Gleason que classifica as células cancerosas com base em quanto elas se assemelham a próstata normal para detectar, então, as células problemáticas em amostras.
Em resumo, ao usar inteligência artificial os pesquisadores buscavam executar a graduação de Gleason objetivamente em um trabalho que tem o potencial de respaldar o trabalho de patologistas.
"Nós desenvolvemos um sistema de aprendizagem profunda (DLS) que espelha o fluxo de trabalho de um patologista, primeiro categorizando cada região em um slide em um padrão de Gleason, com padrões mais baixos correspondendo a tumores que mais se assemelham a próstata normal", escreveram o líder técnico da pesquisa Martin Stumpe e o gerente de produto do Google AI Healthcare, Craig Mermel.
Os resultados obtidos na pesquisa foram promissores. Nos testes, o modelo de AI alcançou uma precisão geral de 70%, superando os 61% alcançados pelos patologistas certificados nos Estados Unidos e que também participaram do estudo. A precisão deve ser melhorada com dados de treinamento adicionais, segundo os pesquisadores.
Trabalhos futuros investigarão como o sistema pode ser integrado aos fluxos de trabalho de diagnóstico dos patologistas, além de como ele pode ser adaptado para trabalhar em biópsias e seu impacto geral sobre a “eficiência, precisão e capacidade de prognóstico”.
Esta não é a primeira vez que a AI do Google é aplicada à saúde. No início de 2018, a DeepMind fez uma parceria com o Department of Veterans Affairs para alimentar seus registros médicos com dados de 700 mil veteranos americanos, a fim de prever mudanças em sua saúde que poderiam prevenir o óbito do paciente. A divisão também fez uma parceria com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido para desenvolver um algoritmo que pudesse procurar por sinais precoces de cegueira e para melhorar a detecção do câncer de mama aplicando aprendizado de máquina à mamografia.
IDGNOW.COM.BR

Nenhum comentário:

Postar um comentário