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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

PREFEITURA DE ITABUNA DERRUBA BARRACOS NO CENTRO COMERCIAL DE ITABUNA



Documento de posse dos boxes do CC


Cenas de desespero e revolta por parte de comerciantes que trabalham em barracos fixos nas áreas públicas do centro de abastecimento de Itabuna, conhecido como Centro Comercial.
Localizado em área estratégica, próximo à rodoviária, bairro Santo Antonio adjacente ao centro da cidade, os comerciantes em poucos anos ocuparam as áreas verdes e calçadas do Centro Comercial, onde nos finais de semana reúne milhares de pessoas, já que no local também existem vários supermercados e uma movimentada feira-livre.
Os comerciantes instalados em barracos de madeira e zinco em sua maioria vendiam bebidas e lanches e possuíam luz e água em suas dependências e parte alega que possuir alvarás de funcionamento.
As máquinas com apoio da Polícia Militar, guarda municipal, SETRAN e fiscalização iniciaram a demolição no meio da tarde desta última segunda-feira, 6 de agosto e devem dar sequencia no decorrer da semana.
Segundo a fiscalização, todos os comerciantes foram notificados e dado oportunidade para transferir e desocupar o solo há alguns meses, "mas apenas alguns comerciantes esvaziaram os imóveis" declarou um dos fiscais presentes. O ultimato com medida radical promoveu a destruição sob protesto pacífico de comerciantes e pessoas solidárias.
A prefeitura no entanto deixou como alternativa a distribuição de documentos de posse de alguns boxes nas dependências do Centro Comercial, que funciona em sistema de condomínio, mas os trabalhadores resistem já que os imóveis estão destruídos, sujos e alguns ocupados por usuários de drogas e moradores de rua.
Dona Maria que recebeu um dos documentos reclama que está sofrendo ameaça e não conseguiu adentrar no imóvel cedido, segundo ela, pessoas se dizendo donos do imóvel chegaram a trocar o segredo da porta.
Recentemente a praça do São Caetano também foi desocupada e barracos retirados.
Alguns comerciantes reclamam que foram enganados por antigos "proprietários" que ao serem notificados venderam os barracos transferindo o problema para os novos ocupantes. É o caso da Dona Maria que pagou R$ 12 mil reais em um barraco de 2x2,5m.
Reportagem Marcos Mauricio

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