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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

No Brasil, os bancos discriminam as bancárias

Os bancos gastam muito em publicidade para fazer imagem de "bons moços", mas, na realidade, discrimina. Só com propaganda BB, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander destinaram R$ 1,6 bilhão no primeiro semestre. Mesmo assim nega direitos. Um exemplo foi a proposta que tirava parte da PLR das trabalhadoras em licença-maternidade.
A intenção era pagar o benefício proporcional aos dias trabalhados. No entanto, tem mais. Embora ocupem 49% do total de postos de trabalho no setor, a mulher tem salário médio menor, cerca de 77% da remuneração do homem. A discriminação acontece na contratação e na dispensa.
Não é só isso. Outros exemplos deixam ainda mais evidente a discriminação. Cerca de 80% das mulheres que trabalham no setor têm nível superior completo, enquanto o percentual entre os homens cai para 74%, no entanto elas têm muito mais dificuldade no acesso a cargos mais altos.
Para se ter ideia, no Santander, 161 homens ocupam cargo de diretor e as mulheres não passam de 33. Nos cargos gerenciais são 655 bancários e apenas 234 bancárias, enquanto que o quadro de pessoal do banco é formado por 59% de mulheres.
Situação muito parecida no Itaú. A diretoria é composta por 94 homens e apenas 13 mulheres. Nem os bancos públicos escapam. No BB, somente uma funcionária ocupa a diretoria estatutária. Os homens são 36. Na Caixa, apenas 7% dos cargos de dirigentes estão ocupados por mulheres. (SBBA)

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