segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Embaixadora dos EUA na ONU diz que diplomacia com Pyongyang se esgotou

Portugal Digital com agências

“Esgotamos quase todas as coisas que podemos fazer no Conselho de Segurança neste momento. Queríamos ser responsáveis e passar por todos os meios diplomáticos para chamar a atenção (da Coreia do Norte) em primeiro lugar. Se não funciona, o general (James) Mattis se encarregará disso”, disse Haley, neste domingo (17), à emissora de TV CNN, em alusão a transferir o assunto para o secretário de Defesa, informa a agência Efe.Haley insistiu que o governo americano está “tentando qualquer outra possibilidade”, mas reconheceu que “há muitas opções militares na mesa”.
O Conselho de Segurança da ONU impôs uma nova bateria de sanções econômicas contra o governo de Pyongyang em resposta ao último teste nuclear do regime, no dia 3 de setembro. No entanto, os 15 membros do Conselho se negaram a impor mais sanções há dois dias, após Kim Jong-un ordenar o lançamento de um novo míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.
O órgão de decisão das Nações Unidas condenou em comunicado o teste de sexta-feira (15), considerado “altamente provocador”, e sublinhou que todos os países devem aplicar de forma “completa” e “imediata” as medidas contra Pyongyang aprovadas pela ONU. Até então, a cada resolução adotada pelo Conselho de Segurança seguiram novos testes norte-coreanos.
“Estamos em um círculo vicioso”, lamentou o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, segundo quem talvez tenha chegado o momento de buscar outros enfoques.
A Rússia, ao lado da China, defende uma proposta segundo a qual a Coreia do Norte interromperia os testes de mísseis enquanto EUA e Coréia do Sul suspenderiam as manobras militares, tudo com o objetivo de facilitar uma negociação.
No entanto, as partes se negaram a dar esse passo até agora e, em vez disso, optaram por elevar o tom e utilizar um discurso de confrontação.
O general H.R. McMaster, assessor de Segurança Nacional do presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu também que país considera “a opção militar”, embora prefira não ter de recorrer a ela. Efe/ABr

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